Conceito de Fanatismo
A psicologia afirma que o fanatismo surge a partir da necessidade de segurança que sentem as pessoas que são precisamente inseguras. Trata-se de uma espécie de compensação perante um sentimento de inferioridade.
O fanatismo é a paixão dos fanáticos, isto é, aquelas pessoas que defendem com garra e de forma desmedida as suas crenças ou opiniões. Os fanáticos (adeptos ou, simplesmente, fãs) também são aqueles que se entusiasmam, se preocupam ou se importam cegamente com algo.
O fanatismo constitui uma adesão incondicional a uma causa. Essa cegueira que causa a paixão leva os fanáticos a comportarem-se, em certas ocasiões, de forma violenta e irracional. Os fanáticos estão convencidos de que as suas ideias são as melhores e as únicas válidas, pelo que menosprezam as opiniões dos outros.
A falta de racionalidade pode chegar a tal extremo que, por fanatismo, uma pessoa é capaz de matar outra. Quando o fanatismo chega ao poder político, tende a desenvolver todo um sistema para a imposição das suas crenças, castigando os opositores com pena de prisão ou, inclusive, com condenação à morte.
O fanatismo pode ocorrer em diferentes aspectos da vida. Há fanáticos de clubes de futebol (“Sou fanático do Benfica, não perco nenhum jogo nem por nada”) ou de cantores e grupos musicais (“O fanatismo que sinto por aquele artista é tal que escapei da escola só para ir comprar os bilhetes para o concerto”), por exemplo.
O fanatismo também aparece na religião, onde as pessoas não só acreditam que as suas crenças são as únicas válidas, como também perseguem e castigam quem não crê/acredita no mesmo que elas.
Fanatismo
Embora as pessoas associem geralmente o fanatismo a causas políticas ou religiosas, este comportamento é muito mais amplo do que se imagina. Originário do francês fanatique ou do latim fanaticus – ‘o que pertence a um templo’ -, ele se refere a toda atitude exagerada, radical, compulsiva.
De acordo com o Dicionário Aurélio, o fanático é o ser que segue de forma cega uma doutrina ou um partido, mas outros dicionários apresentam significados mais extensos, como o “culto excessivo de alguém ou de alguma coisa; zelo religioso excessivo; paixão política; intolerância religiosa; sectarismo; exaltação exagerada; faccionismo; dedicação excessiva.” Estas conotações derivam de um ritual primitivo, durante o qual os sacerdotes que cultuavam certas divindades, como Cibele e Belona, entravam em êxtase e, neste estado, se cortavam, deixando fluir o sangue dos seus corpos.
Assim sendo, o fanatismo envolve não só disputas maiores e globais, que envolvem o próprio destino do Planeta, mas também atos cotidianos, como o amor obsessivo por alguém, a devoção a um time de futebol, o apego excessivo a um objeto, entre outros. Estas paixões podem levar a pessoa a cometer ações insensatas, muitas vezes criminosas. Elas são normalmente marginalizadas, pois se comportam de maneira distinta dos que são mais moderados em suas atitudes, embora qualquer um esteja sujeito a desenvolver sentimentos desta natureza.Os fanáticos são geralmente prisioneiros de suas obsessões, sejam elas um Deus, um líder político, uma causa utópica ou uma fé inquestionável. Estas visões de mundo são quase sempre de natureza irracional, e as pessoas que alimentam crenças deste teor acham realmente que estão imbuídas de uma missão messiânica, que devem salvar as pessoas do Mal ou da desordem mundial.Algumas modalidades de fanatismo transcendem a individualidade e se expressam coletivamente, tais como em grupos de oração, nas práticas voluntárias de penúria e fome, nas romarias, no exercício do jejum, em suplícios que podem acarretar o próprio suicídio, individual ou coletivo. Este comportamento está psicologicamente associado a uma atitude de escape da realidade. Nem todo fanático, porém, aparenta ser o que é, pois as características acima descritas referem-se a momentos de radicalidade e extremismo.
Na verdade, mesmo alguns homens-bombas, que se suicidam por uma causa política ou religiosa, no dia-a-dia são normalmente pessoas comuns. Nos atos terroristas, aliás, encontramos elementos de devoção fanática aliados a uma inteligência acima da média, neste caso utilizada para o mal, embora estes militantes pretendam estar lutando contra as trevas, salvando o mundo.
Fonte: http://www.infoescola.com/comportamento/fanatismo/
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